Poetas 3 x 4

Ramiro Vidal Alvarinho

                                       Galiza



A luz apunhalada polo ódio, desde as esquinas

O vento furtado e mutilado

Sequestrarom o ar

 
As ruas som armadilhas;

Desde ângulos perdidos

Bisbilhotam ladainhas infames


Como infames as presenças e as vidas

Dos que exercem o ministério da opressom


Nom olhes trás de ti, mas nom fujas

Ergue a cabeça, aperta os dentes

Quebra o horizonte

E beija o sol


Os teus passos falam hoje um idioma prohibido;

A língua das luzes.


Derrete os gumes dos seus coitelos

Avançando cara a liberdade
 



Jogamos a abalar o oxigénio

Às portas do templo em ruínas

Outrora gestara horas de revoluçom e esperança

Hoje os seus ferros enmudecerom

E as suas pedras ficarom frias, gélidas, com olor a passado

 

Por um momento,

um jardim de flores furtivas cresceu sobre os seus restos.

A dor reciclada dos nossos antergos,

Convertida em lume de nova rebeldia

 

Um solpor de resurrecçom

para umha velha seqüência da nossa história:

O perfume de um tempo novo nasceu,

Como cálido culto à vida.

 



Ramiro Vidal Alvarinho nasceu em Ferrol o 12 de março de 1973.
A sua infáncia transcorre entre Narom, Ferrol, Mántaras e Valdovinho.
Tem umha ediçom em solitário; o livro electrónico Mares de Queijo, editado pola Associaçom Galega da Língua (AGAL). Também participou em três ediçons colectivas em papel: um compilatório da Burla Negra (secçom da plataforma Nunca Mais) um caderno editado pola organizaçom estudantil AGIR, em apoio ao estudante repressaliado nos protestos contra a LOU Alexandre Fernandes e o conmemorativo dos dez anos do partido comunista patriótico Primeira Linha, Dez por Dez.
Participou em várias ediçons do Festival da Terra e a Língua, no lugar de Pedroso, em Narom; numha ediçom de Poetas na Rua, evento organizado anualmente polo Concelho de Poio; assim como em recitais de apoio a centros sociais ou livrarias (Ocupa da Ria, Centro Social Atreu, livraria Cervantes de Vigo...) Também tem participado em vários filo-cafés organizados polo colectivo português Incomunidade.
Partilha cenário com poetas como Alberte Momán, Igor Lugrís, Yolanda Castaño, Elvira Riveiro, Alícia Fernández, Estíbaliz Espinosa, Rosanegra, Cruz Martínez, María Lado, Marta Dacosta, Kiko Neves, Emma Pedreira Lombardía, Miguel Vento, Celso Álvarez Cáccamo, Pedro Casteleiro, Mário Herrero, Mário Regueira, Concha Roussia, e um longuíssimo etcétera.
 


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