Poetas 3 x 4

Nolim

                                       Galiza



Sopro ao dente de Leão

e saem crisálidas

em pára-quedas

povoando a terra fértil

da minha ensonhação

 
Sopro tal qual furacão

nas costas pálidas

que ficam presas

dum pánico febril

dentro da imensidão

 
Sopro com o coração

a quem habitam

em terras secas

de sol-pôr anil

e amarela escuridão

 
Sopro para a rebelião

de gentes sumidas

em tantas guerras

pelo poder vil

causa de destruição

 
Sopro, ao fim,

a um simples

dente de leão.
 



A Laranja


Balordo duma laranja

em putrefacção

estendendo-se por toda a peça

fungos em imparável colonização

estendendo-se qual doença

insectos aproveitando a refeição

fazendo de abutres na cena

fedor esquisito da descomposição

inundando toda a cesta

e a laranja inundada em dor

forçada convidada á festa 

 


Francisco Manuel González Sánchez (Nolim), nascido uma quinta-feira em 14 de Outubro de 1968 na vila marinheira de Ogrobe. Sempre teve algum espaço para a poesia na sua vida, mas foi a partir de 2004 quando a impassível inspiração o leva a escrever aquilo que se decodificava na sua mente... no entanto ainda não tem nada publicado, “e duvida de que tal facto aconteça algum dia”... não são tempos para a poesia, ainda que muitas sejam as pessoas que se resistem a aceita-la e fomentem com as suas palavras e seu trabalho o gosto pela mesma e seu sentido de expressar-se em Liberdade.
Foi assim, e também por motivos políticos, como colaborou desde começos dos 90 com a realização do Festival da Poesia do Condado, fazendo o que pode dependendo da sua disponibilidade na altura. Trabalhos ineditos: “Entre dois rios” versos sobre a necessidade de destruir parámetros irreais de separação da Nação Galego-Portuguesa.
“O vento Sul” reflicte sobre a necessidade de que as organizações sindicais, e de esquerdas em geral, do “mundo desenvolvido” tratem o tema dos fluxos migratórios desde uma perspectiva mais ampla. “Inconsciência perdida” , poesia ,na sua maioria, de caracter metafísico.  “Marginal” : casos pelos que as pessoas nos tornamos menos humanos, mais materialistas, mais hipócritas e menos pessoas.
 


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